sábado, 23 de junho de 2012

Homenagens ao Amor e à Intensidade

Uma ode a quem sente um amor intenso, impulsivo e explosivo.
A quem vai até o limite do corpo e da mente em prol de um amor beatnik acelerado.
A quem prefere viver a vida inteira em um segundo se assim for possível.
A quem prefere viver a vida a 1000 por hora em pouco tempo do que vivê-la a 20 por hora por um longo tempo.
A quem acredita que o amor somente é coisa banal
A quem quer pegar a sessão das cinco e beijar loucamente no escuro do cinema.
A quem quer deitar na cama e viver o puro flertar, o paraíso perdido, toques de Eros. Sarro. Tesão.
A quem acredita que o amor é tão profundo quanto uma transa sensual.
A quem quer gozar no céu e no inferno.
A quem tem pressa de viver, que deixa a certeza de lado para se arriscar apaixonadamente.
A quem tem a mente inquieta, pensa mil coisas em um milissegundo.
A quem se sente incapaz de se prender a regras e normas pre-estabelecidas.
A quem sente fervilhar no corpo a necessidade de um amor violento e fugaz aqui e agora.
A quem deseja gozar como se fosse o último gozo da vida.
A quem quer viver e amar intensamente, impulsivamente e explosivamente.

Oh intensa mulher. Somos regidos pelo mesmo planeta.
Vênus sensual, deusa do amor!
Somos regidos pelo mesmo signo terreno, pelo mesmo elemento.
Basta pedir-me com carinho que cantarei esta canção junto ao teu ouvido
Com um sorriso sereno e olhando teus olhos com um olhar amante repleto de lascívia e tesão.
Larga esse teu e venha!
Transaremos agora - é só você querer - e gozaremos como se não houvesse vida amanhã.
Vou lamber os teus seios, acariciar sua vagina e ser feliz dentro de ti e gozar em teu umbigo.
Venha, vamos viver um amor pleno e fugaz.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Manifesto contra a hipocrisia e a autocensura em prol da própria liberdade

Século XXI. O século em que tudo faz mal. Sim. Nós vivemos em um mundo no qual tudo, literalmente TUDO, faz mal à saúde. Tudo mata. Tudo é vil, danoso, nocivo.

O chocolate dá espinha. O amendoim dá disenteria. O vinho dá cirrose hepática. O cigarro dá câncer. O refrigerante dá diabetes. O churrasco aumenta o colesterol. O tomate dá pedra nos rins. A laranja contém fertilizantes que nos intoxica. O biscoito tem gordura trans. A ferrugem faz mal. O cloro faz mal. O encanamento tem ferrugem e a água que sai desse cano contém cloro. Jogar futebol desgasta os joelhos. Cantar agride as cordas vocais. Fone de ouvido ensurdece. Televisão nos cega. Internet emburrece. Beijar dá herpes. O sexo tornou-se um risco de vida com tantas doenças venéreas. Gonorréia, Sífilis, Candidíase, Vaginose, Cancro, Chato, Hepatite, HIV, HPV. Tudo faz mal. Tudo mata. Até o diazepam que o médico receita faz mal.

Eu realmente estou admirado como a expectativa de vida só vem aumentando mais e mais.
Quer saber? Problemas! Fodam-se todas essas merdas.
Vamos largar tudo isso de lado. Vamos fazer o que gostamos. Pensar livremente como a gárgula de Notre-Dame. Vamos nos empanturrar de doces. Vamos fumar, embriagar, arrotar, peidar. Vamos comer um hambúrguer bastante gorduroso. Vamos comer sem lavar a maçã caída no chão. Vamos beber água da torneira. Vamos lutar amistosamente. Jogar capoeira. Enfiar o peito do pé na fuça de alguém. Vamos gritar até ficarmos roucos e ouvir música no último volume. Vamos valsar todos nus. Transar por piedade. Acariciar nossa intimidade e esparramar nosso suor e nosso gozo pela grama. Participar todos de uma louca, longa e alegre orgia.

Pelo amor de Deus, vamos fingir que Deus não existe. Vamos dar um “foda-se” ao Paraíso, um “foda-se” ao Nirvana. Vamos fingir que Xenu é apena ficção científica, que a Mãe Tríplice é um conto de fadas, que Iansã é apenas mitologia, que Brahma é só uma bebida. Vamos fingir que não temos outra vida. Vamos fazer aquilo que gostamos simplesmente porque que gostamos. Vamos defender a idéia que temos e não as que o sacerdócio tem por nós. Defender o que sentimos sem nos preocupar com o post-mortem. Vamos fingir que nossas almas não se perderão ou que o mundo após este não será pior só porque resolvemos tratar bem os que não compactuam com nossa crença. Vamos fingir que o mundo não vai acabar. Que não há Ragnarok, Armagedom, Kali Yuga ou Yawm ad-Din.

Vamos ser sinceros com nós mesmos. Pelo menos por um dia vamos parar de julgar a podridão alheia e aceitar a nossa própria podridão. Vamos aceitar aquilo que somos somente porque é isso que somos. Todos nós sabemos que o funk carioca canta o que todos gostamos e que as cortesãs sempre fizeram parte da nobre corte e que os boêmios adoram passar um bom tempo em bordéis. Nós sabemos de um mundo de coisas que preferimos negar que sabemos por falso moralismo. Vamos assumir as nossas faltas, os nossos pensamentos, nossas idéias e emoções. Vamos nos arrepender do que dizemos, mas jamais tentar apagar o que foi dito. É melhor viver e remediar do que prevenir e não aproveitar.

Curtamos essa idéia, compartilhamos essa idéia e mais do que tudo vivamos esta idéia. Nada nos mata se não o próprio tempo, uma bala na cabeça ou uma hemorragia não remediada. Vamos libertar nosso pensamento ao menos por um dia, quem sabe nós gostamos e vivamos livres sempre?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Triângulo Amoroso


Elas se mexem feito ninfas
Na cama dos prazeres
Como tigresas lindas
No cio da carne. Rubras faces

Morena exótica linda mulher
De toques febris e felacivos
Loira minguante de lingua rosada
Miraculosa e sensual
A boca cunilingual

Toda glória à orgia
Nós três em cama bacanal
Festejamos nossas vidinhas
Em belo triângulo amoroso

terça-feira, 5 de junho de 2012

Gozar em teu céu e inferno

Já não me contento apenas com teu sorriso
Já não me contento apenas com tuas palavras
Quero entrar em teus meios
Mergulhar em teu suor
Afogar-me em teus lábios
Saciar-me na tua árvore da vida
Sorver-me de tua saliva
Vaguear pelo teu bosque
Aventurar-me em tuas curvas
Gozar em teu ventre
Quero dominar-te
Explorar-te
Perder-me em teu cheiro
Curtir o teu sexo
Entre cigarros, vinhos e blues

Leitores dos Boêmios