quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Até ano que vem

Eu só passei pra desejar um feliz dia de ação de graças e dizer que caso as bruxas estiverem à solta e a fadinha do dente não lhe der um ovo de chocolate ou o Papai Noel não estourar o champanhe a meia noite gritando “Viva os noivos” e o coelhinho da páscoa não lhe der os parabéns enquanto o cúpido canta “Adeus ano velho, olá ano novo” você não deve ficar triste, pois, com certeza, isso é melhor do que ser servido durante a ceia de natal.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Do Sonho ao Acordar


Tudo foi como uma grande mentira mal contada
E todos os atos se tornaram meros desejos
Desejos escondidos profundamente na decadência
De minh'alma.

Tudo foi como uma grande mentira mal contada
E todas as verdades do mundo se tornaram apenas
Simples brinquedinhos entregues a mulheres ofegantes
Brinquedinhos para diversão ambígua.

Sim ela foi a fatal... A única fatal.
Tornou todos os grandes budas do mundo
Em meros seres mortais mais baixos que o mais baixo
De todos os demônios.

E sua boca foi uma lâmina que brilha ao Sol
Pronta para cortar a lingua de quem a contradizer
Pois todas suas palavras são suas verdades
O resto: Mentiras Mal Contadas.

Oh! O que aconteceu com essa alma? Desfaleceu-se?
Sim! Desfaleceu-se num buraco profundo
Vindo a acordar sobre pulmões que pouco respiravam.
O suor já secara.

O suor da pele negra já não existia mais
Perdeu-se no calor do dia e na estagnação
Perdeu-se na pausa do movimento.
Evaporou...

... deixando apenas sal.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Numa clara noite de verão
A Lua nos convida pra dançar
Por sobre um mar de nuvens
Ao som do vento a cantar

Com o mundo ao nossos pés
E o universo a nossa frente
De mãos dadas caminhamos
De encontro ao infinito

Sozinhos em nosso mundo
Por entre sonhos nos dançamos
Pedindo as estrelas
Que esse sonho nunca acabe



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Poslúdio aos Poemas Urbanos (O Louco Deprimido)


Vou embora 
Deixo para traz 
o centro da cidade 
A vida começa a fluir 
correr sangue nas veias 
Pontos de ônibus lotados 


Vou embora 
O centro da cidade 
fica para traz 
Extravaso o contorno 
Uma vida elétrica me guia 
A cidade inteira se acorda 
enquanto eu vou dormir 


Engarrafamentos 
que não participo 
A cidade fuma 
na fina chuva 
Eu vou embora dormir 
Enquanto a cidade acorda 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

   Ainda nem é tão tarde, mas o sol já não brilha mais, estará ele se escondendo por de trás das nuvens ou se terá retirado mais cedo. A rua, antes cheia, está agora vazia, todos correm para se proteger da chuva que começa a cair, menos ele que olha para o alto observando as nuvens negras donde nascem as lágrimas a lavar-lhe a alma. O mundo tem pressa, ninguém alem dele parece querer se molhar. Trovões ecoam no ar, seu corpo estremece, mas ele não sai do lugar, sentado em um banco de praça sob uma chuva de verão. Pessoas passam apressadas, espantadas com aquele jovem estranho, imaginando o que se passa em sua mente, se perguntando o porque daquele sorriso tão alegre, um sorriso que nos diz que vale a pena viver.

Leitores dos Boêmios