quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Minhas Testemunhas

As esquinas são testemunhas
De meus amores & amarguras
Sou cafajeste a moda antiga
Cheio de amores cheios de ternura

Amores de esquina & bebida
Passageiro como tudo na vida
Meu samba-canção enrolado
E meu coração amargurado

Oh boemia! Amores sem vida
Vida sem alegrias & bar de esquina
Oh boemia! Vida sem sentido
Perdida & sem destino

As esquinas são as testemunhas
De meus amores & amarguras
Pois os amores de um cafajeste
Não brotam se não nas ruas

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

   O sol aparece no céu anunciando o espetáculo que já vai começar, entram em cena as nuvens em festa, invadindo o céu como um vulcão em erupção, pintando de branco o que antes era azul. Minha mente voa por entre o mar de nuvens que mudam de forma, tentando me seduzir. Ao longe passa o vento, as nuvens correm, fugindo num céu azul, fugindo para lugar nenhum, fugindo para onde sua imaginação desejar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Francesinha rubro-carmim


Uma francesinha de lábios carmins
Vasos sangüíneos à flor da pele
Pele rubra. pele

Cílios muito pretos. Olhos, duas luas
Bustos.... tamanho perfeito de minha mão
Oh! A alma divina me tira a vida

Que xangri-lá dure o que durar
O paraíso no corpo feminino
Quente, trêmulo, rubro

Os deuses regozijam no prazer
do mambo, da lambada, a dançando no gozo
Oh! E agora? O que fazer?

Na face lívida derrama o vinho
Deus Baco rogai por ela e eu
O calor do vinho fazendo o gozo interminável

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

       Ainda é madrugada, o mundo inteiro está a dormir, até mesmo a morte parece estar descansando. Lá no alto, por entre as nuvens, a lua aparece soberana no céu, iluminando os sonhos que vagueiam pela terra. Não há ninguém a contemplar tão bela paisagem, nem mesmo ele, ali parado olhando para o nada, vagando por terras desconhecidas, observando sonhos que não são seus, desejando encontrar o mais belo dos sonhos, o seu próprio sonho.

Leitores dos Boêmios