quarta-feira, 19 de outubro de 2011


       Caminhando por vielas escuras eu sigo sem saber para onde. No céu as estrelas se divertem dançando por todo o universo, até começarem a cair. Os prédios vazios, que mais me lembram ruínas, começam a cair. O mundo, envolto em nada, começa a cair. Tudo está caindo, até mesmo eu estou quase caindo. Somente a vida segue seu rumo como se nada estivesse acontecendo.
       Meu corpo flutua no nada, pareço estar caindo, mas não há como saber, a escuridão é total. Caio em algo macio, abro os olhos e me vejo perante as portas do inferno. Faço mil peripécias para abri-lo e no fim não sei como entrei, tudo parece estranhamente familiar. Encontro amigos que há muito não via e amigos que eu nunca irei ver. Eles me ajudam a derrotar monstros os quais jamais derrotei.
       No fim de tudo há um túnel, mas não vejo luz alguma em seu fim, me pergunto se haverá realmente um fim...

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