quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Diário de um Desconhecido XXIII

Sinto que alguém quer me ver. Abro os olhos e vejo o vento passar, levando consigo as nuvens para o horizonte. Queria poder continuar aqui deitado sonhando acordado, sentindo as caricias da imaginação, flutuando por entre ilusões, mas ouço o silêncio dizendo que o sono estava a me procurar. Procurando o sono, eu vou em direção ao nada, mas nada eu lá encontro. Vejo meu nome ecoando no ar, sussurros do passado lembrando-me de meu futuro. Pergunto a imaginação se era ela quem estava a me chamar, ela, porém, me responde dizendo ser isso fruto da minha imaginação. Sigo caminhando, perguntando quem estava me chamando, mas ninguém sabia. Estarei eu imaginando coisas, ou será que é a imaginação me pregando mais uma de suas peças? Encontro a lembrança que me recorda de algo que eu queria esquecer. Continuo andando para onde meus pés me levam até me encontrar com o amor, ela deve estar por perto. Vejo-a conversando com a noite que diz que o vento poderia saber quem me chamava. Atrás dele eu vou , só parando para perguntar a um sonho perdido se ele sabia onde se encontrava o vento, mas quem responde é uma de minhas ilusões me dizendo que o tempo não iria parar. Os sussurros se tornam gritos, alguém me chama, mas eu não vejo ninguém, é como se fosse o deserto a me chamar. Atravessando de novo o deserto eu encontro o sono que viera me buscar para o mundo dos sonhos voltarmos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leitores dos Boêmios