quarta-feira, 18 de maio de 2011

Diário de um desconhecido XXI

É uma bela manhã de luar, nunca havia visto o céu tão azul quanto hoje. O tempo parece compartilhar a calma do mundo. A vida se aquece debaixo do sol e a morte se finge de morta. Vejo um trovão, onde haverá uma sombra? O vento me cumprimenta enquanto a frustração clama por atenção. Ouço um relâmpago, o mundo começa a girar. Gostaria de ir até ela, mas creio que ela não está lá. A irá conversa com a calma, acho que a noite não tarda a chegar. A vida se cansa e a morte, inquieta, observa o tempo. A noite me abraça enquanto percebo a insanidade passar apressada. A fome reclama enquanto o vazio aparece. Sinto algo no ar, onde será que isso vai dar? O mundo parece mais rápido, que cheiro de nostalgia. Meu corpo pede por descanso, o céu parece estar molhado. Sento-me de costas para o horizonte para observar melhor o céu e a terra no infinito. A lua aparece dizendo que ela queria me ver, mas a solidão me diz que o sono já estava com ela. A tristeza se despede enquanto a alegria vai embora. O céu escurece, algo se aproxima, eu sei. O dia começa a suar e as estrelas passam a sumir, algo irá acontecer, mas o sono chega antes que algo mais aconteça e me leva de novo ao mundo dos sonhos.

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