quarta-feira, 4 de maio de 2011

Diário de um desconhecido XX

O tempo passa apressado como sempre, correndo, dizendo já estar muito adiantado. A vida ri e a morte diz que o tempo não tem jeito. Ela diz que ele é muito afobado, está sempre correndo, nunca para, seja para descansar ou apenas admirar o mundo a sua volta. Para mim o tempo, as vezes anda mais devagar, o problema é que ele só faz isso quando se quer que ele passe logo. Ele passa de novo correndo, reclamando de nosso atraso, mas como eu posso estar atrasado se eu não fiz nada, o dia todo eu fiquei aqui parado, sentado, olhando o mundo. Creio que o tempo está meio estressado e sem muita razão para tal. Se continuar desse jeito um dia o tempo fica doido. Para agradá-lo um pouco, eu levanto e começo a andar, só para ver se o tempo para de reclamar. Só que ele vem me dizer que eu estou lento demais, estava atrasando tudo. Eu acelero um pouco, porém ele vem e diz que eu estou rápido demais, que não era para eu adiantar tudo. Por um bom tempo, o tempo fica assim, dizendo que eu estou lento quando eu passo a andar um pouco mais devagar ou que eu estou rápido demais se eu acelero um pouco mais o meu passo. Já não sei mais o que fazer para ele parar de reclamar. E é só quando eu me canso disso tudo e me sento novamente que o sono chega para me levar de novo ao mundo dos sonhos.

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