quinta-feira, 3 de março de 2011

Louvor a Baco


Estou aqui, aproveitando doce momento
oh Baco, o que vieste fazer aqui?
Resolveste me entorpecer
E sobre doces experiências falar
tais experiências quais nunca experimentei
Tais doces bacanais e orgias
tais quais nunca fiz.
Mais sim
Diga-me oh Baco
Qual seria a maior blasfêmia?
Esta qual seria?
Maldição!
Haverá blasfêmia maior
do que a Embriaguez da cerva e da água?
E onde está o vinho oh Baco?
E as orgias oh Dionísio?
Eis que chego em tal sonho!
Eis que chego em tal momento
em que peço a ti! oh Baco
Envia-me às ninfas do bosque
ou às dríades das árvores
Envia-me por favor
Oh Baco às deusas do Olimpo
Envia-me à tão bela Afrodite
E deixa-me quanto for
Curtir a Embriaguez
Eis a vida
O orgulho
Eis o Sonho
Falta apenas uma, oh Baco
Manda-me Afrodite
Até mesmo Diana
Pois com todo fervor as anseio
Tal momento não existe
Quem sabe estou errado?
Talvez não tenha existido antes maior momento
Talvez não houvera existido antes mais divertida e viajante conversa
qual essa
Pois sabes bem oh Baco
Estou embriagado

Não digo verdades nem mentiras
Sou apenas poeta
Em seu louvor sou poeta
sou escritor
sou Eu!

Que sabes estou mentindo
Mas uma página é escrita em minha melhor viajem

Em tal louca conversa
não importa oh Baco
Pois esta taverna não existe
E tal vida não existe
Só existe o momento
Eu e o papel
o papel e a caneta
A caneta e a garrafa
Só isso

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