quinta-feira, 24 de março de 2011

Diário de um Desconhecido XVIII

Hoje o dia está negro, o céu está escuro, parece até que se aproxima um terremoto. O vento corre violentamente uivando seus delírios para que todos possam ouvir, só que ninguém compreende. Uma luz passa com pressa rasgando o céu, que grita de dor. As nuvens voam sem nexo, dançando em seu baile no céu. Tudo indica que nevará bastante no ano que vem. A noite chega enquanto a lua desaparece, sinto um cheiro de furacão no ar. A vida se assusta e a morte fica confusa enquanto o tempo insiste em parar. O medo se cansa e a calma vai embora, cedo ou tarde esse céu acaba caindo em meu pé. Estrelas nascem distantes, explodindo planetas ou não. Meus ossos começam a doer, o dia veio buscar o sol, a quem havia esquecido. Meus pensamentos se eriçam, aumenta o calor. Os meus ouvidos não vêem, mas minha boca sente a forte neblina cegando meu coração, onde estão todos? Não consigo dormir, o mundo acabou? Hoje o céu derramará suas lágrimas, será que terá maremoto? O sono, que dúvida que algo aconteça, vem para me buscar. E eu volto para o mundo dos sonhos.

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