quarta-feira, 9 de março de 2011

Diário de um desconhecido XVII

Meu coração bate mais rápido e eu sinto um frio no estômago, mal abro os olhos e já estou com saudades dela. Estou ansioso demais, não vejo a hora de vê-la de novo. A paixão me diz para ficar calmo, mas como, se só nela eu consigo pensar? Eu fecho os olhos e respiro fundo, com isso eu começo a sentir-me mais calmo. Eu me deito e sinto uma brisa suave correndo a meu lado. Já mais calmo, e passo a observar as nuvens, que vão acompanhando o vento. Eu reparo nas mais diferentes formas das nuvens, mas tudo o que eu vejo é ela. Eu vou até o lago para observar os peixes, tudo me lembra ela. Eu vou até o jardim para admirar as flores, o único cheiro que eu sinto é o dela. Se eu continuar desse jeito vou acabar enlouquecendo, eu preciso dela. Acho que se eu não a ver logo eu acabarei morrendo, ela é minha vida. Ela, então, me pergunta se não estou exagerando demais com essa história de não viver sem ela. Eu digo que sim, pois a vida fica mais interessante com um pouco de drama. Ela acha graça e ficamos assim, fingindo estar atuando, brincando de sermos crianças. Ficamos nessa brincadeira, até que eu abro os olhos e me vejo de novo nesse mundo, sendo arrastado, contra minha vontade, pelo sonho de volta para o mundo dos sonhos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leitores dos Boêmios