quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Poema Urbano nº 5

Viver é fazer o que não se deve fazer

Vejo as belas curvas numa cidade fantasma
De carros calados, ônibus de luz interna apagada
É noite e vejo coloridas estrelas sob a linha do horizonte
Suor etílico nas portas dos cabarés
Abraço um novo amor como amizade feita em boteco (Como um novo amor de bordel)
É noite na luz do amor do meu cigarro
Luz em beco sem saída
É ponta de cigarro, é letreiro de motel

Sou o Ribeirão Arrudas
Enchente podre da Tereza Cristina no verão
Sou boêmio pobre vagando nas ruas da Savassi
Sou romântico a moda antiga esgueirando na Guaicurus
Sou a luz vermelha no semáforo
A Rua dos Desenganos na música do Metralha
Sou o "eterno seu", o café forte aquecendo seu fruto proibido
O beijo francês, o gosto do cigarro, o seu melhor romance

Vejo as belas curvas num beco sem saída
Abraçando um novo romance de café quente matinal
Vejo as belas curvas numa porta de motel
Abraçando o dia cinza no quintal
Acariciando o fruto proibido na vazia praça central
Sou o "eterno seu", o café forte aquecendo seu fruto proibido
O beijo francês, o gosto do cigarro, o seu melhor romance

Viver é fazer o que não se deve fazer

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