quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nomes e Nada Mais

Parece que vai começar a chover, minha carona bem que poderia chegar logo. Sem mais o que fazer eu resolvo olhar as pessoas a minha volta e... olha, mas não é uma antiga colega do ensino médio que vem ali? Sim, é ela mesmo. Ela está diferente mas ainda a reconheço, como poderia me esquecer das longas horas em que passamos jogando truco ao invés de estudar? Bons tempos aqueles em que se preocupar com a nota no fim do ano era o maior dos meus problemas e nem era assim um problema muito grande. Ao que parece ela não me reconheceu, ou fingiu não me reconhecer, na verdade acho que ela sequer me viu. Não faz mal, eu chamo ela:

_ Ô... Mas como ela se chama mesmo? Aline? Carol? Luana? Não! Tenho quase certeza que o nome dela começava, ou começa, com A. Ana? Amanda? Adelaide? Abigail? Alessandra? Adriana? Alice? Não, não. A única Alice que eu conheço é a da história do Lewis Carrol (até tem outra Alice, mas é melhor não pensar nela agora). Talvez seja Andressa, Angélica, Augusta, Aurora, Amélia (ela é que era mulher de verdade, ou não?). Araci? Aparecida? Anita? Antônia? Aleluia? (Aleluia? Será que existe alguém com esse nome? Bem do jeito que são as coisas não dúvido nada que exista). Desisto, não vou conseguir lembrar o nome dela, talvez eu deva apenas tentar chamar sua atenção com um aceno de mão, um oi ou apenas um leve toque no ombro dela e... ué, cadê ela? Tenho certeza que ela estava aqui agora mesmo.

E agora, o que faço? Devo ir procurá-la mesmo debaixo dessa chuva toda? Ou será que... Opa, minha carona chegou, melhor deixar isso prá lá.


.......


Ah, sim! O nome dela era Júlia.

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