quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Diário de um desconhecido XI

Que tédio, nada de interessante acontece. Cansado de não fazer nada eu apenas fecho os olhos e viajo, viajo para lá. Lá eu vejo a terra e o céu se encontrando no horizonte, ouço o rio correndo por entre a relva e sinto a brisa suave que acaricia calmamente as árvores. É um mundo totalmente novo e diferente. Eu procuro mas não acho ninguém. Eu procuro mas não acho, não, nem mesmo vejo a vida, a morte, o tempo. Eu procuro mas... Eu ouço uma doce canção. Eu procuro e acho ela, aquela que a mais bela voz possui. Eu apenas me aproximo mais para poder ouvir melhor aquela voz tão suave que tanto me encanta e hipnotiza, é como se eu estivesse ouvindo um anjo de Deus. Enfim termina a canção e, então, ela volta sua atenção para mim e pergunta o que eu achei. Eu respondo que jamais escutara canção tão magnífica quanto essa. Ela agradece e me pede que lhe cante algo mas eu lhe digo que eu nunca fui um bom cantor. Ela, então, pergunta-me se eu sei declamar poesia e eu respondo apenas que não se compara a ela cantando, mas, se ela quiser, eu declamo assim mesmo. Ela consente. Nem bem termino de declamar e ela aplaude dizendo que eu havia sido incrível e me pede que eu declame outra poesia a ela. E eu declamo outra, e outra, e outra. Ficamos assim nesse mundo de poesias até que eu volto a esse mundo pois o sono já estava impaciente e, finalmente, eu faço o que ele tanto quer: volto ao mundo dos sonhos.

Um comentário:

Leitores dos Boêmios