quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Diário de um Desconhecido IX

Ouço um grito e vejo que é a solidão cansada da conversa tola do silêncio. Os dois conversam com a discussão e descobrem-se sozinhos. Eu rio de tudo aquilo e volto a caminhar. Observo a vida, a morte, o tempo enquanto eles acompanham a pequena excursão no deserto negro. Vejo o tudo no ar e escuto o nada ao meu lado. Percebo que este e um mundo realmente intrigante, até parece mágica. Tudo aqui é interessante. É interessante como tudo aqui é diferente, nunca é a mesma coisa. Esse mundo nunca muda, está igual a quando eu cheguei aqui. E é por isso que tudo me esquece, tudo me lembra. Nesse mundo eu nunca me encontro e é nesse mundo que e um me encontro mais. Aqui eu posso ser eu mesmo, aqui eu posso ser quem eu quiser. Aqui todos fazem o que querem, todos fazer o que eu quero. Nesse mundo tudo é natural, tudo é como eu quero. Continuo caminhando enquanto o pensamento voa. O mundo parece voar ao meu lado, sumindo no horizonte enquanto eu observo tudo o que acontece ao meu redor. Parece que nesse momento eu paro de existir, só esse mundo existe. Parece que eu sou o mundo e o mundo sou eu. Quase não ouço o sono que já estava me chamando de volta ao mundo dos sonhos.

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