sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Poema Urbano nº 4

As prostitutas vestidas de preto
Andam maquiadas sobre ruas molhadas
Molhadas e brilhantes
Brilham postes, brilham faróis
Brilham revoltadas as putas vestidas de preto
Naquela rua póschuva
Ruazinha vazia
Ruazinha de feriado
Carros metidos passam
Com seus neons ligados
Hora de faturar uns trocados
Descascar a banana
Regaçar a Xexênia

 
Andam feito rainhas aquelas putas
Prostitutas vestidas de preto
Mulheres que brilham
Brilho gloss.
Numa sede insaciável
Sede de sono, sede de dinheiro, sede
Vão matar a sede e a fome
De homens de dinheiro
Sob a lua enluarada
Voltar com grana na mão
Retocam a maquiagem, essas putas
Sob silhuetas prediais negras
Esperando numa noite
Ou talvez até mesmo num dia
Ter a chance de ser rainha
Esperam e sonham
Essas prostitutas vestidas de preto.

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