sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Diário de um desconhecido VIII

O sol brilha em una bela noite de luar. Eu cumprimento o dia e dou bom-dia a lua; eu abraço a noite e digo boa-noite ao sol. Beijo a vida, a morte , o tempo e danço com a alegria. A felicidade me pergunta por que estou tão contente eu respondo apenas que não sei porque estou assim, só sei que é assim que estou. É confuso mas eu me sinto bem. Estou disposto a gritar ao mundo para que todos possam saber o que se passa em meu ser. Até o sono é contagiado por minha euforia e acordando para o mundo em sua volta propõem que comemoremos. O tempo pergunta o que seria comemorado e só o que digo é que não importa o que se comemora o importante é comemorar. O tempo acha uma perda de tempo comemorar nada. Ninguém liga para o tempo pois já estamos todos comemorando algo que nem sabíamos exatamente o que era. Dançamos, cantamos, gritamos, pulamos, nos divertimos. A felicidade e a alegria são as que mais chamam a atenção. Celebra o dia, a noite; a vida, a morte; a tristeza, a esperança; a solidão e a escuridão; celebra o nada, celebra o tudo. Todos comemoram não se sabe o que. Nós nem percebemos o tempo, mas o tempo percebe que já é tempo de a festa acabar e é com a tristeza que o sono vem para levar-me de volta ao mundo dos sonhos.

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