quarta-feira, 8 de setembro de 2010


É noite, a lua não apareceu, mas apareceram as estrelas. Chegam as nuvens, começa a chover. Apesar da escuridão é possível ver um triste vulto movendo-se solitariamente por entre uma antiga viela.

Sinto a chuva, olho para o céu
Estrelas caem, deixam um rastro no espaço
O céu está a desabar, junto dele está a Terra
Será isso um sonho ou o fim do mundo?


A chuva aumenta, as nuvens cobrem todo o céu fazendo desaparecer as estrelas. Quase não se vê nem se ouve nada além da chuva e do vulto caindo.

Tudo desabou, meu mundo acabou
Sou atirado ao nada, mergulho na escuridão
Estou só, caindo em um abismo sem fim
Irá alguém me salvar?


A chuva começa a diminuir. O vulto se ergue e se vê perante um enorme portão. Devido a escuridão nada se pode ler nele.

Meu corpo flutua no infinito, enfim chego ao fim
Sinto-me fraco, não sei mais como continuar
Abro os olhos e vejo-me perante um enorme portal
Seria essa a entrada do inferno ou do paraíso?


Cessa a chuva e as nuvens começam a se dissipar. O vulto abre o portão e entra no que parece ser um velho casebre. Enquanto a lua desponta no céu um cachorro uiva para a recém chegada.

Atravesso o portal e vejo uma luz no fim do túnel
Ouço meu nome, sinto um perfume
Guiado pela voz eu vou em busca da luz
Para onde estarei eu indo?


O céu se abre de novo e as estrelas reaparecem. O vulto atravessa o que um dia já foi um jardim e para perante outro vulto.

A luz me envolve, estou no mais belo jardim
Esterlas sobem ao céu, um anjo me cumprimenta
De mãos dadas com ela eu subo ao céu
Estou no paraíso


O sol aparece no horizonte iluminando toda a Terra. Sobe ao céu revelando tudo o que a noite tentou esconder. Iluminando um anjo caído


Imagem retirada da internet

Um comentário:

  1. Se eu conhecesse um anjo caído pediria a ele uma estrela, mesmo q ela já tivesse morta...

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