quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Diário de um Desconhecido VII

Passa a vida, passa a morte; seja como o suave vento de uma brisa, seja como o vento furioso de um furacão. Passa o tempo, o dia, a noite. Vejo o sol, a lua, a estrela. Passam o segundo e o minuto, vão tão rápidos que quase não se vê; a hora passa já não tão veloz, talvez porque não é mais tão nova assim; passa o dia, bem mais calmo que os anteriores, mas não tão calmo quanto o mês, que passa sem pressa de viver; passa o ano, calmamente observando o mundo e cumprimentando a todos enquanto aproveita a companhia e a conversa das quatro estações, cada uma carregando algo em suas mãos. Passam o sentimento e a emoção, passa a tristeza, a alegria; passa o ódio, o amor. Passa o tempo, o dia, a noite; passa a calma, passa a raiva. Passa a fome e a sede; passa o sono, passa a dor. Passa o dia, passa o ano, o segundo e o minuto. Passa a vida bem intensa; passa a morte, as vezes lenta. Passam mundos ou lugares, rios ou desertos. Passa o mês, nunca igual; passa ele outra vez. Passa a lua, passa o sol; passa a estrela e o cometa. Passa a vida ainda calma, passa a morte sem demora. Passa tudo, passa nada e eu aqui parado, sempre ao lado dela. Passa nada, passa tudo até que o sono de novo venha ao mundo dos sonhos nos levar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Leitores dos Boêmios