quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Noite escura


O mundo se aquieta, a rua parece escura e vazia, assim como meu coração. Carros passam apressados deixando um rastro de luz que se confunde com as luzes da cidade ao fundo. Vultos passam por mim, parecem fantasmas sem tempo de olhar para os lados, sem tempo de observar que ao lado há alguem, porém ninguém me vê, para eles o fantasma sou eu. Meu corpo continua caminhando sem destino fixo, observando as nuvens brincando enlouquecidas enquanto o sol morre no horizonte.

O tempo passa, passado, presente e futuro se misturam criando uma realidade irreal, prendendo minha mente no infinito. Chego a beirada dum barranco e vejo um morcego passar voando, cortando as luzes ao longe. Começa a chover, chuva e lágrimas se misturam. Um grito ecoa em minha mente, meu corpo despenca barranco abaixo, ninguém vê, nem mesmo eu, pois, no fim, tudo não passa de ilusões, assim como tudo em minha vida.

Um comentário:

  1. Muitas vezes vejo a vida assim tb... Fantasmas q caminham, mas por julgar os outros fantasmas quem na verdade é transparente sou eu... E as horas etílicas onde tudo parece felicidade n passam de ilusões... Ou melhor, tudo é ilusão, sorrisos tristezas, tudo...

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