quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Chuva

A escuridão começa a se espalhar pelo meu quarto, ocupando cada canto do meu coração, quase não consigo respirar. Abro a janela e vejo as nuvens cobrindo o sol enquanto um vento frio começa a soprar, será o mundo está tão triste quanto eu? Raios, relâmpagos e trovões, o vento fica mais forte, só eu não consigo sentir. A escuridão toma conta do céu, o vento lamenta enquanto os pássaros procuram por proteção. As luzes se apagam, só restou a escuridão, mas tudo o que sinto é uma enorme vontade de chorar. Lágrimas começam a cair do céu, a chuva, enfim, começou a cair. Ela fica mais forte, parece até que o céu chora por mim. Sinto a chuva molhar o meu corpo, lavando minha alma e curando meu coração. Raios fazem, por poucos instantes, a noite virar dia enquanto a chuva leva embora minha tristeza. No fim, com lágrimas até em meu coração, eu vou dormir, mas com a certeza de que jamais serei o mesmo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010


Os sonhos foram feitos para serem esmigalhados. Nenhum de seus sonhos se realizara, aprenda isso e se contente, não há nada que você pode fazer para mudar isso. As utopias não passam de pinturas, pinturas com lindas paisagens, mar calmo, cavalos pastando - só servem para você admirar e mais nada. A vida é real e punitiva, pune quem você menos espera. Sim! A vida transforma sonhos em migalhas. Basta você olhar para fora de sua janela e então verá que tudo o que falo é verdade: os sonhos foram feitos para serem esmigalhados.

O boêmio estava tonto como uma égua e havia subido em sua mesa para chamar a atenção de todos à sua volta.

Desça daí! Por favor.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Noite escura


O mundo se aquieta, a rua parece escura e vazia, assim como meu coração. Carros passam apressados deixando um rastro de luz que se confunde com as luzes da cidade ao fundo. Vultos passam por mim, parecem fantasmas sem tempo de olhar para os lados, sem tempo de observar que ao lado há alguem, porém ninguém me vê, para eles o fantasma sou eu. Meu corpo continua caminhando sem destino fixo, observando as nuvens brincando enlouquecidas enquanto o sol morre no horizonte.

O tempo passa, passado, presente e futuro se misturam criando uma realidade irreal, prendendo minha mente no infinito. Chego a beirada dum barranco e vejo um morcego passar voando, cortando as luzes ao longe. Começa a chover, chuva e lágrimas se misturam. Um grito ecoa em minha mente, meu corpo despenca barranco abaixo, ninguém vê, nem mesmo eu, pois, no fim, tudo não passa de ilusões, assim como tudo em minha vida.

sábado, 7 de agosto de 2010

Recentemente eu encontrei Bilora. Um exímio violeiro que eu não o via há dez anos, confesso que foi muito bom vê-lo novamente, ele estava matriculando o filho mais novo num curso pré-vestibular exatamente quando fui visitar uma amiga que trabalha lá.

E por esse recente acontecimento, vou colocar aqui um vídeo de Bilora no Festival de Música da TV Cultura de 2005. A música se chama Sertão Urbano.


Leitores dos Boêmios