quarta-feira, 28 de julho de 2010

Diário de um Desconhecido VI

É cedo, cedo até demais, nunca havia acordado tão tarde. Pergunto ao tempo que horas são e ele apenas diz não saber. Só então eu percebo sua presença e olho em sua direção. Vejo-a sentada a meu lado, calma e pensativa. Sento-me a seu lado , fecho os olhos e posso então viajar de volta ao nosso lar. E lá eu a encontro dormindo na rede que está entre as arvores. Eu apenas me sento tranqüilamente sob a arvore a seu lado sentindo o doce aroma das flores enquanto o vento acaricia suavemente a relva e a vida segue seu rumo sem pressa. Pássaros e pequenos insetos pairam no ar enquanto outros animais exploram nosso jardim. Ela acorda e eu lhe desejo bom dia ao que ela responde dizendo que finalmente eu acordei. Peço-lhe desculpas pois não sabia que ela estava me esperando e ela diz não haver problema pois ela gosta de ficar me observando, seja acordado ou não. Conversamos o dia todo sobre a vida; sobre nós e nossos mundos. Discutimos sobre o passado, o presente e o futuro; sobre o tempo, a vida e a morte. Dizemos não tudo o que queremos, mas tudo o que podemos, até que abro os olhos pois o sono, acompanhado do tempo, diz-nos que não deveríamos ainda estar aqui. Nós temos de nos despedir para, enfim, voltarmos ao mundo dos sonhos.

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