quarta-feira, 21 de abril de 2010

Onde é que ela está?

Passa o dia, chega a noite,
E uma dor me incomodando.
Só dois dias longe dela
E essa dor insuportável.
Se encontrá-la eu puder
Essa dor vai se acabar.
Onde ela está?

Olho o céu, não vejo a lua,
Só com ela a noite é bela.
Eu procuro pela ajuda,
Mas só acho o desespero.
Encontrar a calma eu tento,
Mas só ela me acalma.
Onde é que ela está?

Não sei mais como encontrá-la,
Pois sem ela eu só penso em nada.
Olho no espelho e não vejo imagem,
Pois sem ela eu sou um nada.
Não consigo ir lá fora,
Pois sem ela eu nem mesmo faço nada.
Onde diabos ela está?

Preocupado eu fico tanto
Que nem vejo a noite ir e o dia vir.
O cansaço é tão grande
Que vencido pelo sono eu sou
E sem ela eu vou dormir,
Mas com ela eu vou sonhar.
Onde foi parar minha aspirina?



Moral da história: não confunda amor com dor de cabeça.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Talvez seja muito cedo para sair recomendando outros blogs - analisando a pequena quantidade de leitores (ou seguidores) - mas eu gostaria de recomendar assim mesmo.

O primeiro blog que eu quero recomendar é o Nada de Novo no Front do grande escritor Damnus Vobiscum. Ele tem um perfil lá no Recanto das Letras, seus textos trazem algo de viajante que não sei bem explicar. Este meu conhecido de Livres-pensadores de influências shakespeareanas e beatnicks traduziu o livro Expresso Nova do famoso escritor beat William Seward Burroughs II.

O segundo é o Impressões de um Monocelha de um outro conhecido de Livres-pensadores, Tiago Valiensi. Os textos dele tem bem aquele jeito de diário. Aí estão marcadas as mais bacanas e malucas impressões que já li na vida e sempre cheias de boas referências musicais ou literárias.



Nunca ouviu falar na comunidade Livres-pensadores? Se conhecer este reduto de malucos clique aqui, mas já vou deixando avisado: não espere bate-papos políticos ou filosóficos dessa baderna, tudo bem? Não diga que eu não avisei.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Pôr-do-sol

Foto retirada da internet
No pôr-do-sol eu vejo sangue
Sangue que escorre por todo o céu
Inundando-o até o infinito,
Sufocando-o e matando-o por completo.
O pôr-do-sol anuncia as trevas, a escuridão,
Anuncia a morte, anuncia o mal, a destruição,
Anuncia o início, o início do fim.
Mas eu também vejo esperança,
Vejo a vida brotando no coração dos homens,
Vejo-a brotando em cada novo ser que chega a Terra.
No pôr-do-sol eu vejo tudo e não vejo nada,
Vejo o horizonte, vejo o sol partindo,
Partindo para, talvez, nunca mais voltar.
Eu vejo você partindo, se despedindo,
Partindo, pois a noite não tarda a chegar,
E com ela vem a lua e as estrelas
E vem também a saudade e a lembrança.
A lembrança de você e de mim,
De nós dois juntos observando,
Vendo no horizonte o mais belo dos belos,
Porém não o último,
O Pôr-do-sol!!!

Leitores dos Boêmios