terça-feira, 30 de março de 2010

Prelúdio aos Poemas Urbanos (O Louco Pervertido)



Sou um louco pervertido
Das ruas lúgubres da cidade
Um poeta marginal
de ruas sujas sem idade

Sou um qualquer excitado
Sem sentimento, sem sorte
Um louco que ri e chora
Andando de braços dados com a morte

E assim que todos dormirem
Em seus edredons confortáveis
O mundo que gira profundo
Contará mentiras incontáveis

E quando parar subitamente
Todos desrespeitarão a inércia
Morrendo aflitos nas bolas de bilhar
Sem rima, sonho, nem poesia

Um louco cidadão sentado
Em ruas com cheiro de xixi
Sem nada pra fazer além
de beber cachaça (seu elixir).

Foto: Ponto Baixo, de O Trovador das Gerais

2 comentários:

Leitores dos Boêmios